Funeral: Veja
Lembro-me que a muitos anos atrás, os jovens vestibulandos recebiam conselhos de seus professores para que lessem diariamente a coluna econômica e política dos jornais. Para ficarem bem informados e preparados para questões sobre a situação atual do país, deveriam completar o dever de casa com a leitura da revista Veja.
Se a editora Abril pagou e quanto pagou às escolas, ninguém sabe - os que sabem não podem falar.
Anos depois, vemos os mesmos professores, desta vez mais rebeldes quanto às ordens de poderes da imprensa, recomendarem o impensável a alguns anos atrás. Os mais apaixonados pela profissão de ensinar aconselham o contrário a seus alunos: fujam de revistas como Veja e jornais diários. Procurem blogs independentes de jornalistas independentes. Mais uma das infinitas vantagens da Internet: ninguém precisa mais ater-se às regras impostas por alguns.
Os últimos anos mostraram que a famosa revista já promoveu seu próprio funeral. A terra começou a ser jogada lentamente sobre o caixão. Vende apenas para desinformados que ainda não receberam a notícia do óbito. São esses atrasados que lêem a revista e saem repetindo as mal informadas reportagens e artigos. Coitados, não os culpem!. Estes apenas querem parecer bem informados mas não sabem que sua informação vem de fonte mais desinformada que ele próprio. Seria mais precioso obedecerem ao provérbio que diz que o silêncio é de ouro. Pouparia o vexame de verem-se mentalmente catalogado como asno pelas amigos em seu círculo social. A ignorância pode ser divertida!...
Rezemos, irmãos! Rezemos para que possamos continuar a rir disfarçadamente dos tolos. Enquanto eles existirem, ainda haverá o palhaço do grupo - asno sim, mas um asno divertido.
Atenção: Não precisa me enviar a revista. Colocar fogo em papel influi pessimamente na camada de ozônio.
Aloha! Namastê! Sawabona!




