21 Junho 2006

Orgulho Virtual

Na Internet, dizer que o céu é o limite perde totalmente o sentido. Este veículo é tão infinitamente ilimitado que a frase popular assume ares de uma descrição infantil.

É difícil deparar com temas polêmicos sem que ocorram mais adiante, discussões acaloradas, culminando em ataques pessoais ofensivos que, poderiam ser evitados se as pessoas soubessem ouvir.

Tenho algumas regras que me mantém incólume nessas ocasiões. Reservo-me a apenas responder ao tópico, evito ler as respostas antes e depois de mim por alguns dias. Se o clima esquentar, sairei intacta. Meu humor e minha saúde permanecem preservados.

Não há nada pior que ser mal interpretado e, na Internet isso é muito fácil. Se o clima se mantiver ameno, o debate age como uma análise saudável entre várias cabeças e pensamentos opostos. E sempre se colhe alguma evolução.

A interpretação de um texto depende do leitor, suas vivências, sua postura e principalmente, seus interesses. Racismo, aborto e religião são os temas mais perigosos para se discutir no ambiente virtual. Ainda não vi nenhum tópico ou fórum em que não houvesse problemas de “aquecimento” depois de um certo ponto. E as pessoas gostam mesmo de provocar essa reação nas outras pessoas.

A tal da vaidade própria, o quarto pecado capital – o orgulho. O que nos leva a valorizar tanto nossa vaidade? Insegurança, egoísmo, os dois juntos? Essa postura de “eu sou melhor que os outros” traz stress e criam conflitos que deveriam ser evitados. Ocorrem divisões em várias partes de um grupo que deveria fazer parte de um todo. Não há o crescimento, só fica o atraso.

Por via das dúvidas, tanto no virtual quanto no físico, o que vale mesmo é o que você tem a oferecer e o quanto está disposto a receber. A vida é uma avenida de mão dupla e se dizem os entendidos que é preciso saber viver, o mesmo vale para a Internet: é preciso saber navegar.

Aloha! Namastê! Sawabona!

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